O Consumo de Água em Torres de Resfriamento: Entenda a Dinâmica e Reduzindo em Até 95%


A Torre de Resfriamento Evaporativa: Um Método Eficiente e Consumidor de Recursos 

Por décadas, a Torre de Resfriamento Evaporativa de Circuito Aberto tem sido a solução padrão da indústria para a rejeição de grandes cargas térmicas. Sua eficácia baseia-se em um princípio físico robusto: a transferência de calor latente. É um método altamente eficiente em termos de capacidade de resfriamento. 

No entanto, essa eficiência térmica é indissociável de um alto consumo de água. Em um cenário de crescente pressão por sustentabilidade e controle de custos operacionais, o volume de água demandado
por esta tecnologia exige uma análise cuidadosa. 

O alto consumo de água não é um defeito, mas sim uma característica inerente ao processo. Este consumo se manifesta em dois mecanismos principais: a evaporação e a purga. 
 

O resfriamento ocorre quando uma porção da água circulante é transformada em vapor. Este processo remove o calor do sistema, mas a água que se evapora deve ser continuamente reposta. 

A Quantificação da Perda por Evaporação: 

A perda de água por evaporação é diretamente proporcional à carga térmica (calor) rejeitada pelo sistema. O cálculo é feito com base na energia (calor) necessária para evaporar a água. 


Onde:

> Vevap: Volume de água evaporada.
> Q R: Carga térmica rejeitada pelo sistema.
> L: Calor latente de vaporização da água
(aproximadamente 2.44 • 10 J/kg ou 970 BTU/lb).
> 𝜌: Densidade da água.

Em termos práticos: Estima-se que para cada 1 Tonelada
de Refrigeração (TR) rejeitada, a perda por evaporação é de, aproximadamente, 6,8 a 7,6 litros [1]. 


A água pura se evapora, mas os sais e minerais dissolvidos (sólidos totais dissolvidos – TDS) permanecem e se concentram no reservatório. Se essa concentração atingir níveis críticos, pode causar incrustação, corrosão e danos severos ao sistema. 


Para evitar isso, é obrigatória a purga: a drenagem periódica de parte da água concentrada, que é substituída por água de reposição limpa. 


A Quantificação da Perda por Purga: 


A perda de água por purga (Vpurga) é determinada pela taxa de evaporação (Vevap) e pelos Ciclos de Concentração (CC) que o sistema pode operar:


Onde:

> CC: A razão entre a concentração de sólidos na água do reservatório e a concentração de sólidos na água de reposição. Quanto maior o CC, menor a purga, mas maiores os riscos de incrustação. 
Em sistemas convencionais, a perda por purga pode representar de 20% a 50% da perda total de água [2], dependendo da qualidade da água de reposição. 

> Fonte [1] e [2]: Cálculos padrão de engenharia para sistemas de resfriamento. Referência comum em manuais de ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers) e publicações especializadas em tratamento de água industrial (Fonte: Nalco Water Handbook). 


O consumo de água nas torres evaporativas gera um Custo Total de Propriedade (TCO) elevado devido a: 

  1. Alto Custo Hídrico: 

    Pagamento pela água de reposição e pelo descarte do efluente (purga).  
  2. Custo Químico Contínuo:
Investimento constante em tratamento químico para controlar corrosão e incrustação.
  3. Risco de Parada:
    A complexidade da gestão química aumenta o risco de falhas no sistema.

A necessidade de manter a alta performance de resfriamento e, simultaneamente, eliminar o consumo de água, impulsionou a evolução para o Sistema de Resfriamento de Processo Inteligente em Circuito Fechado, como o Ecodry (Refrigerador Adiabático Patenteado). 

Este sistema altera fundamentalmente a dinâmica do resfriamento: 

  1. Eliminação da Evaporação Contínua:
O fluído de processo (água/glicol) permanece em um circuito fechado, isolado do ar ambiente. A dissipação do calor ocorre via troca de calor (como um radiador). 
  2. Eliminação de Purga e Químicos:
Com o circuito fechado e sem contato com o ar, o fluído de processo não concentra sólidos, eliminando a necessidade de purga e tratamento químico constante.

O Ecodry opera primariamente no Modo Dry (seco). A água só é utilizada em picos de alta temperatura, acionando o Modo Adiabático. 

Neste modo, uma quantidade mínima de água é nebulizada apenas para pré-resfriar o ar de admissão antes que ele toque o trocador de calor. Esta água é consumida por evaporação, mas não há recirculação.  

O Impacto na Sustentabilidade: 

A mudança tecnológica e operacional do Ecodry, em comparação com as torres evaporativas, permite uma redução de até 95% no consumo anual de água [3]. 
Fonte [3]: Dados de desempenho da Frigel Group, verificados através de estudos comparativos e case studies que contrastam o consumo hídrico anual de sistemas de torre evaporativa com o do Ecodry em condições operacionais semelhantes. 

A torre evaporativa cumpriu seu papel com eficiência térmica. Contudo, as novas demandas ambientais e econômicas exigem uma solução que mantenha essa eficiência sem o ônus da perda hídrica. 

A transição para o Ecodry representa uma decisão estratégica que transforma o resfriamento de um custo operacional crescente para um ativo de sustentabilidade. 
Para a indústria moderna, reduzir a pegada hídrica em até 95%
não é apenas um feito ecológico, mas uma vantagem competitiva. 

Quer calcular a economia exata de água e o retorno sobre investimento (ROI) para sua planta?

Fale com um de nossos especialistas.